O segundo turno em Campina Grande chegou e, como esperado, os ex-candidatos à prefeitura começaram a declarar seus apoios. No entanto, nenhuma surpresa até agora. O cenário político da cidade parece ter seguido um roteiro pré-definido desde a pré-campanha. Afinal, um dos candidatos que disputam o segundo turno já contava com o apoio de figuras conhecidas, ex-secretário do governo estadual e aliado do governador João Azevêdo.
André Ribeiro, que desde o primeiro turno deixava claro seu afeto por Jhony Bezerra, foi o primeiro a se posicionar oficialmente. Uma escolha que não surpreendeu ninguém, dado o tom amigável entre os dois ao longo da campanha. O que parecia ser apenas uma questão de tempo agora se confirma como mais um passo previsível.
Nesta segunda-feira, foi a vez de Inácio Falcão. Mais uma vez, ele correu para se alinhar com o governador, apesar de João Azevêdo nunca ter demonstrado grande interesse em tê-lo por perto. Inácio parece insistir em buscar um reconhecimento que nunca veio, reforçando a imagem de um político que tenta, de todas as formas, agradar aqueles que o deixaram de lado.
Diante desse cenário, é difícil não se perguntar: será que esses apoios já estavam desenhados nos bastidores desde o início? Ou foi apenas o curso natural de um jogo de conveniências? Independentemente da resposta, o que se viu até agora foi um roteiro sem grandes reviravoltas, em que as peças parecem ter se movido conforme o esperado, sem surpresas para o eleitorado de Campina Grande.
Já Artur Bolinha manteve seus princípios e viu em Bruno Cunha Lima, primeiro colocado, o candidato mais alinhado à direita, declarando apoio e fortalecendo a reeleição do gestor.

