Em uma movimentação surpreendente e que certamente trará repercussões significativas, o PSD de Campina Grande decidiu romper com a candidatura de Inácio Falcão (PCdoB) e alinhar-se ao grupo político do governador João Azevêdo, apoiando Jhony Bezerra para a prefeitura.
A decisão foi tomada em uma reunião realizada na manhã deste domingo (4), quando os pré-candidatos a vereador pelo PSD em Campina Grande se reuniram para discutir as diretrizes do partido para as próximas eleições. Na convenção marcada para amanhã, o partido oficializará sua nova posição.
A ruptura é vista como uma traição política significativa. Inácio Falcão, que contava com o apoio do PSD para fortalecer sua candidatura, viu-se abandonado por 22 candidatos proporcionais que decidiram não coligar-se com ele. Eles alegam que a candidatura de Falcão não participou do processo de construção da chapa proporcional, preferindo assim alinhar-se com Jhony Bezerra, o candidato apoiado pelo governador.
Este movimento do PSD é criticado por muitos como uma manobra oportunista, que coloca em xeque a lealdade e o compromisso do partido com seus próprios ideais e alianças. A presidente do PSD em Campina Grande, vereadora Eva Gouveia, e a presidente estadual do partido, senadora Daniella Ribeiro, estão sendo questionadas sobre a coerência desta decisão.
A decisão é ainda mais polêmica considerando que o próprio partido havia lançado a pré-candidatura de Rosália Lucas para a prefeitura. O apoio repentino a Jhony Bezerra, visto como uma extensão da influência do governo estadual, levanta suspeitas sobre as reais motivações por trás dessa mudança.
Enquanto o PSD justifica sua decisão com argumentos de construção política e fortalecimento da chapa proporcional, críticos veem a movimentação como uma estratégia para garantir favores e posições junto ao governo estadual, traindo assim a confiança de seus eleitores e alianças prévias.

