Bing foi um dos primeiros a embarcar na IA generativa (Imagem: Divulgação / Microsoft)
A Microsoft anunciou que seu buscador, o Bing, vai mudar o layout para colocar as respostas geradas por inteligência artificial em lugar de destaque. Agora, elas aparecerão na parte central, junto a uma curadoria de links e conteúdos mais ricos, como listas e tabelas. Os resultados tradicionais ficarão em uma barra lateral, na parte direita da tela.
A nova experiência foi liberada a um pequeno grupo de usuários. A Microsoft pretende coletar feedback e fazer mais testes antes de disponibilizar a ferramenta para mais pessoas. Além disso, ainda não há informações de como isso vai ficar em smartphones, apenas em desktops.
Resultados de IA vão destacar listas, links para vídeos e mais recursos (Imagem: Reprodução / Microsoft)
No exemplo dado pela Microsoft, a busca “o que é spaghetti western” leva a um resumo sobre o gênero cinematográfico, com bullet points dedicados às principais características. A IA também indica vídeos que explicam a história deste tipo de filme e sugere os principais títulos.
Em outra demonstração, a busca “quanto tempo um elefante vive” traz a resposta em destaque, acompanhada de uma tabela com diferentes espécies e uma lista de fatores que podem influenciar na longevidade destes animais.
Resultados tradicionais foram parar em barra lateral direita (Imagem: Reprodução / Microsoft)
Como dá para perceber, uma busca no Bing poderá mostrar muito mais do que apenas um texto gerado por IA, com um conteúdo mais rico, abrangente e profundo. Já os resultados de busca tradicionais, com links para sites que falam sobre o assunto pesquisado, vão aparecer em uma barra lateral, na direita da tela.
De certa forma, isso ainda é um lugar de destaque; nas AI Overviews, do Google, eles aparecem um pouco mais escondidos, abaixo da busca.
Microsoft promete precisão nas informações
Entre os maiores buscadores do mercado, o Bing foi o primeiro a adotar a IA generativa, ainda em formato de chatbot. A tecnologia foi alvo de críticas nos últimos meses, depois de a ferramenta do Google sugerir usar cola para grudar o queijo na pizza e beber urina para tratar pedra nos rins.
A Microsoft diz ter refinado seus métodos para otimizar a precisão da funcionalidade. Segundo a empresa, modelos de linguagem grandes (LLMs) e pequenos (SLM) servem de base para coletar as informações e gerar as respostas.
A companhia afirma que a ferramenta “entende os termos da busca, revisa milhões de fontes de informação, combina conteúdos de forma dinâmica e gera resultados de busca em um novo layout gerado por IA para satisfazer o desejo do usuário de maneira mais eficaz”.
Empresa afirma que tráfego não será afetado
Outra crítica feita a este tipo de ferramenta é que ela pode ter um impacto negativo no ecossistema da internet. Atualmente, o Google é uma fonte relevante de tráfego para muitos sites, e é este tráfego que garante dinheiro de anúncios, permitindo que o negócio se sustente.
Se os buscadores passarem a dar todas as respostas usando IA, o tráfego dos sites tende a cair, bem como seu faturamento. Isso pode levar a uma situação em que produzir conteúdo seja economicamente inviável.
Ironicamente, este conteúdo é o que abastece a IA; sem ele, as ferramentas do tipo podem ficar menos precisas ou mesmo menos úteis.
A Microsoft alega que o novo design do Bing foi pensado com isso em mente. A companhia afirma que dados preliminares indicam que a experiência mantém o número de cliques em links para os sites. Os trechos dos textos gerados por IA também exibem links para as fontes das informações.
Com informações: Microsoft Bing Blogs, Windows Central, The Verge
Bing terá tabelas, listas, vídeos e links nas respostas geradas por IA

