Campina Grande já testemunhou, ao longo dos últimos anos, decisões que exigiram mais do que planejamento técnico: exigiram coragem política e administrativa. Em diferentes momentos, o prefeito Bruno Cunha Lima assumiu desafios históricos da cidade e decidiu enfrentá-los de forma direta, mesmo quando isso significava assumir riscos e lidar com resistências.
Foi assim com o Açude Novo, o novo Parque Evaldo Cruz que deixou de ser um espaço degradado para voltar a integrar o cotidiano urbano; com o Cine Capitólio, símbolo cultural que saiu do abandono para ser resgatado; com a Estação Nova, por décadas marcada pela deterioração; no mesmo ritmo, a gestão avança para a conclusão do Canal de Bodocongó, uma intervenção fundamental para a mobilidade e a drenagem urbana.
A mesma postura foi vista na ampliação do Parque do Povo, na iniciativa da revitalização da Feira Central, uma demanda antiga de comerciantes e consumidores, além do avanço no projeto do VLT, que reposiciona Campina Grande no debate sobre mobilidade urbana moderna e integrada. Em comum, todas essas ações tiveram algo essencial: decisões firmes diante de problemas que muitos preferiram evitar.
Agora, um novo ponto sensível entra no centro do debate público: o Açude Velho, cartão-postal da cidade, símbolo afetivo e histórico dos campinenses. O local vive um momento delicado, que exige mais do que soluções paliativas e cobra uma resposta estrutural, técnica e definitiva.
Diante do histórico recente, surge uma pergunta como uma grande expectativa: Bruno Cunha Lima terá a mesma coragem que demonstrou em outras grandes intervenções para “pegar essa também” e resolver, de vez, a situação do Açude Velho?
Se o passado recente serve de parâmetro, Campina Grande já viu problemas antigos serem enfrentados de frente. Isso pode indicar que a questão do Açude Velho pode seguir o mesmo caminho.
Agora, vamos aguardar o tempo certo para que esse novo desafio também seja encarado com a mesma disposição de quem, em outras ocasiões, escolheu “matar no peito” e entregar resultados.

