Dijanilson Meireles de Lima, mais conhecido como “Sapoti”, foi preso no último domingo (29) pela polícia do Rio Grande do Norte sob a acusação de ser chefe de uma facção criminosa. Apesar de ter um mandado de prisão em aberto, Sapoti estava contratado como vigilante pela Prefeitura de João Pessoa e vinha recebendo regularmente sua remuneração.
De acordo com informações do sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), Dijanilson recebia desde maio do ano passado um salário mensal de R$ 1,3 mil. Até março deste ano, ele acumulou R$ 15,6 mil em pagamentos provenientes dos cofres municipais. No entanto, os dados de remuneração a partir de abril não estão disponíveis no site de Transparência da Prefeitura, constando apenas um pagamento proporcional de R$ 325 referente ao 13º salário.
Embora mantivesse um vínculo de prestador de serviço com a prefeitura, Sapoti estava residindo em Parnamirim, no bairro Cajupiranga, há cinco meses, segundo a polícia do Rio Grande do Norte. O vigilante foi contratado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), liderada por Dorgival Vilar.
A Sedes, por meio de sua assessoria, informou que Dijanilson foi exonerado em março deste ano, mas não esclareceu se havia controle de frequência ou se ele de fato exercia suas funções como vigilante. A secretaria também antecipou que não emitirá nota oficial sobre o caso.
A prisão de Sapoti levanta questões sobre a supervisão de funcionários contratados pela prefeitura e a transparência na administração pública, além de gerar repercussão pela conexão de um servidor municipal com atividades criminosas.

